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Grupo uruguaio de criadoras e marcheiras visita cabanhas e CT's premiados no RS

20 DE AGOSTO DE 2026 | Redator: Guilherme Kaiser | ABCCC

Procurando conhecer o trabalho feito com os exemplares que correm as Marchas e Marchitas do Cavalo Crioulo, um grupo de criadoras e marcheiras uruguaias conheceu três cabanhas e dois centros de treinamento da raça, no Rio Grande do Sul. As visitas, feitas no último final de semana, proporcionaram trocas de conhecimentos técnicos sobre genética, manejo, treinamento e criação. 

 

Liderada pela médica-veterinária Liana de Salles Van Der Linden, a Gira de Mulheres Marcheiras foi composta por Denisse e Camila Dolz (Cabaña Local Viejo), Karina Dolz e Lidia Soubiron (El Sarandi), Ana Maria Rodriguez (El Tala), Momo Yewdiukow (Don Miguel), Magdalena Gorlero (Doña Matilde) e Bianca Petrucci Rocha (Cabanha Patria Pampa/ Los Verdes Valles). 

 

O grupo conheceu o Centro de Treinamento Rodrigo Gonçalves e o criatório Parceria La Ruta, em Jaguarão (RS), a Cabanha Cerro dos Quietos, em Aceguá (RS), o Centro de Treinamento La Milonga, em Bagé (RS) e a Estância Alvorada, da GAP Genética, em Quaraí (RS). 

 

A ideia da ação surgiu depois da Marcha Anual de Resistência 2026. Denisse, Camila e Liana oxigenaram o projeto durante um jantar em solo bageense após assistirem à disputa. “O Brasil está crescendo muito [nas provas de resistência]. Isso gerou nos uruguaios um interesse em conhecer a genética brasileira”, contextualiza Liana. 

 

Segundo ela, o Brasil sempre teve seus vizinhos como referências no desenvolvimento de exemplares do Cavalo Crioulo para as provas de resistência. Com a adesão brasileira cada vez maior à modalidade, o interesse no intercâmbio de conhecimentos entre criadores e marcheiros de ambos os países também cresce. 

 

Os espaços visitados foram escolhidos estrategicamente para ficarem dentro da rota do grupo em solo gaúcho. Além disso, todas as propriedades criaram ou treinaram exemplares premiados nas provas de resistência da raça. 

 

Ao compartilhar como ocorreu a dinâmica dos encontros, Liana destaca o conhecimento das integrantes do grupo, principalmente quanto ao desenvolvimento de exemplares uruguaios. “Todas com interesse de conhecer a genética brasileira”, frisa.  

 

A líder do movimento também espera realizar uma gira de criadoras brasileiras no Uruguai. Em um momento posterior, unir os dois grupos para uma imersão com criadores, treinadores e marcheiros argentinos. “Conhecer a genética que está tendo resultado", complementa Liana.