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     Fundada em 1932 na cidade de Bagé/RS, hoje tem sua sede na cidade de Pelotas/ RS e conta com mais de 2.000 sócios, 7.000 criadores (tem animais mas não são sócios) e mais de 14.000 usuários (proprietários com até 2 animais). A Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), possui 224.000 animais registrados, sendo que 164.000 vivos. Tem um quadro de 20 funcionários e mais de 20 técnicos.
     O entusiamo é inevitável. Se no restante de 2005 a comercialização de cavalos Crioulos mantiver o mesmo ritmo do primeiro trimestre, este poderá ser um ano de muito crescimento para a raça. Até o dia 12 de março, o cavalo Crioulo já faturou quase R$ 6,5 milhões, desempenho muito acima do alcançado no mês de março de 2004, quando o faturamento não chegou aos R$ 2,9 milhões.
     Animada com o sucesso, a Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC) espera que o ano feche com um crescimento de 40% em relação a 2004, quando a raça faturou R$ 25 milhões. Alcançando este resultado, a entidade não descarta desbancar o Quarto-de-Milha da liderança na comercialização de cavalos no país. “Temos uma estimativa de que o Quarto-de-Milha faturou uns R$ 30 milhões no ano passado. Só que o Crioulo tem muito mais margem de crescimento”, aposta Márcio Cachapuz, diretor de marketing da ABCCC.
     O ótimo desempenho do início de ano, segundo ele, tem duas motivações. A primeira é a qualidade genética dos animais ofertados. Um exemplo disto foi a venda de Butiá Luiza, no leilão da Cabanha Butiá, pelo preço recorde de R$ 404 mil. A segunda é resultado do crescimento das provas de Rédeas, apontadas pelo dirigente como mola propulsorados leilões de verão. “As provas de Rédeas são mais democráticas. Isso quer dizer que aumentam o número de usuários do Crioulo e valorizam os potros mais cedo”, explica Cachapuz.
     Para Marcelo Silva, da Trajano Silva Remates, mais do que o crescimento das competições de Rédeas, a própria Prova Querência, que distribuiu R$ 270 mil em prêmios, foi um diferencial neste início do ano. Além disso, alguns leilões alcançaram um sucesso muito representativo para a raça. “O ano já começou diferente com o leilão de Rio Grande e depois com o sucesso do remate da Butiá, que já é um referencial”, diz Silva.
     Já o leiloeiro Flávio Célia, da Crioulo Remates, acredita que foi o crescimento da raça Crioula como um todo e a qualidade dos animais disponíveis nos remates que agitaram o mercado neste ano. “O resultado está excepcional, bem acima dos anos anteriores. Isso prova que para bons animais sempre temos compradores”, afi rma. Fábio Crespo, leiloeiro que atua na Crioulo Remates e Premier Leilões, entende que os criadores estão atendendo a necessidade do mercado e oferecendo os melhores animais, o que contribuiu para aumentar as médias neste ano. “Devemos fechar 2005 com um crescimento de 20% a 30% em relação a 2004”, projeta.
     O sucesso neste início de ano também está relacionado com a abertura de novos mercados para o Crioulo e a decisão das cabanhas de ofertar o que tem de melhor em seus plantéis. Esta é a opinião de Rubens Elias Zogbi, vice-presidente da ABCCC e proprietário da Cabanha Carapuça, que mantém um grande volume de negócios. “Estamos vendendo Crioulos para quase todo o Brasil. E os criadores descobriram que vale a pena colocar o que têm de melhor nos leilões”, diz Zogbi.

     

 
     Existe, ainda, uma gama de profi ssionais e negócios envolvidos indiretamente neste mercado de cavalos Crioulos, especialmente no Rio Grande do Sul, Santa Cataria e Paraná

   • Fábricas de rações    • Ferreiros    • Veterinários    • Acessórios / vestuário
   • Laboratórios    • Reboques    • Premiações    • Transportes especializados
   • Medicamentos    • Ferramentas    • Infra-estrutura
     
 
     A ABCCC tem como principal objetivo a expansão da raça e, para isso, tem como estratégia o crescimento da criação e utilização do cavalo Crioulo em todo o Brasil e no mundo.
     Rompendo as fronteiras do Sul do país, a ABCCC conta com núcleos de criadores em diversos estados brasileiros e já encaminha sua entrada no mercado norte-americano, o que deve acontecer em junho de 2005, com a inauguração do primeiro núcleo internacional, na Flórida.
     

 
     Além disso, a raça Crioula se propaga para outras modalidades internacionais, onde já está em treinamento, em fase experimental:

   • Apartação    • Working Cow Horse   • Team Penning    • Vaquejada

 

Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos,
fone: (53) 3223-2122 www.abccc.com.br
Av. Fernando Osório, 1754,”A” Três Vendas - CEP -96055-000 - Pelotas / RS - Brasil
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