ABCCC - Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos

Gira Técnica no Tocantins chega ao fim com quase 3 mil km rodados

10 DE NOVEMBRO DE 2020 - ATUALIZADA EM 10 DE NOVEMBRO DE 2020 | Redator: Redação ABCCC

Entre o cerrado e a Floresta Amazônica também tem Cavalo Crioulo. O crescimento no estado do Tocantins é comprovado gradualmente há 12 anos pelo técnico credenciado à ABCCC, Romeu Koch, e reforçado neste ano durante a Gira Técnica percorrida juntamente com o analista de Expansão, Bruno Marques, além do auxiliar da Expansão, Pedro Oliveira. Ao todo, sete municípios receberam a visita do time da ABCCC que completou quase 3 mil quilômetros rodados entre 1º e 7 de novembro.

“Os criadores conseguiram vender os seus produtos e isso faz com que aumente a perspectiva de crescimento, a capacidade de investimento e a inclusão da raça em novos esportes”, enfatizou Koch, resumindo a gira a uma única palavra: liquidez. Ao todo, a visita abrangeu sete municípios (Guaraí, Arapoema, Palmas, Santa Rosa do Tocantins, Pium, Lagoa da Confusão e Peixe), totalizando 27 resenhas e 5 confirmações.

 


Assim como nos demais campos do Brasil, a raça vem desbravando os mais diversos lugares e se inserindo nas demandas de cada local. O uso do Cavalo Crioulo como um cavalo de serviço é, atualmente, o principal foco de mercado no Tocantins. No entanto, o olhar voltado às provas esportivas tem sido aguçado por conta da habilidade e capacidade da raça de cumprir essas atividades com excelência, como é o caso do Tambor, Vaquejada e Team Roping - provas bastante populares na região.

 

Da esquerda para a direita, Pedro Oliveira (auxiliar da Expansão), Romeu Koch (técnico), Maximiliano Sabatke (criador) e Bruno Marques (analista de Expansão). 


Na foto, Noturno de Santa Angélica, aos 19 anos, esbanja longevidade na região de Santa Rosa do Tocantins. Filho de Santa Elba Señuelo na mãe Itacira de Santa Angélica, o cavalo mouro é de propriedade de Maximiliano Sabatke, que iniciou sua criação no Paraná, mudou-se para o Tocantins há 17 anos e há dez resolveu trazer o plantel para a região. Sob altos e baixos, Maximiliano relata que precisou fazer pequenas pausas ao longo dos anos, mas agora vê o mercado crescendo e tomando força. “Pessoal está descobrindo a raça Crioula e a procura está bem boa. Se tiver 10 crioulos em doma hoje, vende os 10”, diz.

 

Uma das experiências mais marcantes da Gira Técnica é ver diferentes culturas usufruindo das características do Cavalo Crioulo, para propósitos e modalidades distintas.