ABCCC - Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos

História da ABCCC

Desde o surgimento da raça em solo brasileiro, a movimentação de criadores tornou possível a existência de uma entidade dedicada ao Cavalo Crioulo. Foi em 28 de fevereiro de 1931 que fazendeiros e estancieiros do Rio Grande do Sul efetivaram a criação de uma associação base, fundada em Bagé e inicialmente denominada de Associação de Criadores de Cavalos Crioulos.



Em janeiro de 1935, o studbook da raça foi cedido pela Associação do Registro Genealógico Sul Riograndense, tornando a entidade independente e com um registro próprio. Depois disso, a cidade de Pelotas/RS foi escolhida para se tornar a atual sede da associação.

 

A ata de criação da instituição foi assinada por 22 homens que partilhavam dos ideais de evolução da raça no Rio Grande do Sul. Eles uniram forças para organizar burocraticamente e iniciar o processo de difusão do Crioulo. Belisário Sá Sarmento, Benjamim Constant Keller, Cypriano Munhoz Filho, Guilherme Echenique Filho, Januário Dias da Costa, João Alfredo da Silva Tavares, João Macedo Dornelles, João Magalhães Vieira, João Paes Vieira, José Alves Vieira, Julio Paixão Cortes, Leonardo Brasil Collares, Leônidas de Assis Brasil, Luiz Dias da Costa, Manoel Luiz Martins, Marcial Terra, Mário Sá Brito, Octávio Adalberto Esteves, Oliverio de Vasconcellos, Paulo Annes Gonçalves, Ptolomeu de Assis Brasil e Sebastião Dornelles foram os nomes responsáveis pelos primeiros passos da entidade.

 

A instituição iniciou suas atividades nomeando uma comissão de criadores para classificar os animais inscritos para inspeção. Os cavalos considerados Crioulos passavam a fazer parte do studbook da raça, um registro oficial dos animais e das suas características.

 

No ano de 1944, associações crioulistas da Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai formaram a fundaram a Federação Interamericana de Criadores de Cavalos Crioulos (FICCC) com o objetivo de aproximar e integrar todas as entidades do sul do continente americano. Era preciso inspecionar os animais inscritos no registro provisório até que estes e seus ascendentes fossem aceitos no registro definitivo. Após vários encontros ao longo da década de 1950, a FICCC, no ano de 1959, estabeleceu o padrão da raça para a América, uniformizando e unificando os Crioulos em seu
território de origem.


Um novo momento


A década de 1970 foi um momento de mudança no cenário crioulista. Até então, as exposições de Crioulos proporcionavam, em sua grande maioria, competições morfológicas. A partir deste período as provas funcionais integraram o quadro de competições da raça. A primeira prova funcional para éguas Crioulas ocorreu em abril de 1971. As provas funcionais foram sendo criadas ao longo dos anos 70, culminando, no ano de 1982, na criação do Freio de Ouro.

Atualmente, a associação conta com uma lista de doze modalidades oficiais, regulamentadas para os Cavalos Crioulos: Campereada/Team Penning, Crioulaço, Enduro, Freio Jovem, Freio do Proprietário, Freio de Ouro, Marcha De Resistência, Morfologia, Movimiento a La Rienda, Paleteada e Rédeas de Ouro.